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sábado, 3 de agosto de 2013

The Gordons

Você provavelmente nunca ouviu falar deles, The Gordons é uma daquelas pérolas que você não faz ideia de como conseguiu conhecer.
Estamos falando de uma banda formada em Christchurch, maior cidade da Ilha Sul da Nova Zelândia, em 1980 composta por Alister Parker (guitarra e vocal), John Halvorsen (baixo) e Brent McLachlan (bateria).Com um mordaz punk-rock semi-industrial a banda conquistou certa fama no meio underground e até chamou a atenção de certas revistas especializadas, como a Ripitup, na época em que lançaram seu primeiro álbum "The Gordons" (de 1981), considerado pela revista o álbum do ano.




No entanto, apesar de aparente promissora carreira, a banda costumava ser inconstante, o que prejudicou sua carreira que não passou dos 5 anos com muita dificuldade.
Para quem gosta de uma referência mais conhecida a banda parece misturar elementos de The Cramps com The Sisters Of Mercy.
Encontramos alguns elementos como noise, repetições minimalistas de riffs, vocais afetados, foco no baixo e, algo curioso em uma banda norteada pelo punk, sessões instrumentais relativamente longas.
Uma espécie de áurea Post-Punk-Rockabilly-Proto-Noise (acabei de inventar) percorre o som da banda. Estão presentes a clássica mistura de Rock'n Roll e barulho (ainda de que forma tímida) incrementado com distorções não convencionais, diferentes graus de atonalismo, improvisação e "ruído branco", uma espécie de Jazz "Do it Yourself".











Dica:
Pra quem quiser baixar o disco, ele está disponibilizado no blog inconstant soul. Basta olhar o primeiro comentário que lá estará o link (não colocarei o link direto aqui, vai que dá merda).
Eu baixei, funciona, o problema é que os arquivos estão com extensão FLAC, isso significa que você não conseguirá ouvir em players comuns como Windows Media Player.
Para resolver isso basta baixar esse programa, que vai transformar FLAC em MP3.

sábado, 20 de julho de 2013

French Black Metal / Parte II: Deathspell Omega


"Pois bem, que assim seja! Que minha guerra contra o homem se ternize, já que cada um de nos reconhece no outro sua própria degradação... Já que somos ambos inimigos mortais. Quer eu deva conseguir uma vitória desastrosa ou sucumbir, o combate será belo; eu, sozinho contra a humanidade"

Conde de Lautreamont
Os Cantos de Maldoror

Banda: Deathspell Omega

Genero: Black Metal / Death Metal / Brutal Prog / Hate Music

Período de Atividade: 1998 / Atualmente


Formada no fim dos anos 90, oriundos da cidade de Poitiers o Deathspell Omega é a mais sólida e talvez a banda mais cavalar de toda a história do Black Metal. Musicalmente não existe muito o que dizer sobre eles: Imagine os blastebeats mais cavalares que se possa imaginar, uma excelência vocal que vai desde o tradicional gutural do estilo até vocais limpos, imponentes e majestosos. A qualidade instrumental não existe em nenhuma outra banda do gênero a banda consegue juntar influencias totalmente diversas do Black Metal norueguês, momentos  ambients, Doom Metal e pasme até momentos um tanto progressivos e jazzistas, embora sempre prontos para a guerra, sob uma pesada roupagem de metal extremo. Sem palhaçada, por favor, eu não estou falando de Symphonic Black Metal tipo Dimmu Borgir ou um Satyricon. Deathspell Omega é tão genial que conseguiu até pegar um elemento básico dessa lama em pelo menos um álbum teu e consertar: "Si Monumentum" possui corais... Gravações de corais ortodoxos das igrejas gregas e russas! Porra eu bati na mesa de emoção ao ouvir isso, juro, foi algo absolutamente imprescindível. Si Monumentum é realmente um álbum triste, genuinamente triste, Fas-ite tétrico e macabro e Paracletus intenso como se as estrelas estivessem se apagando no céu em uma velocidade inconcebivel. E friso que ainda existem os EPs monsrtuosos tais como Kenose e as gigantescas gigantescas faixas sempre na casa dos 20 minutos cada uma como "Mass Grave Aesthetics", "Chaining the katechon" e "Diabolus Abscontidus", todos musicalmente no mesmo nível de excelência.

Filosoficamente é a banda mais rebuscada que o Black Metal já conheceu. Como disse na introdução ao Black Metal Frances que escrevi na semana passada as bandas de black metal da França possuem essa estranha característica que remete Satan de John Milton: Para ter sentido depende justamente do cristianismo. E é no Deathspell Omega que esse dado cala mais fundo. Dito isto, se foi a febre que ocasionou os sonhos em Walter Gilman ou os sonhos que ocasionaram a febre, isso já não tem mais a menor importância  Na parte ideológica eu realmente não me identifico com essa banda, mas sei reconhecer o valor de um bom argumento quando o vejo pelo frente, e no que se refere a isso a banda é impecável  Auto-denominados como Satanistas Ortodoxos, é claro que falamos linguagens diferentes porem só de ver alguém abordando um universo tão surrado como o satanismo com grandes méritos intelectuais já é o suficiente para ao menos chamar minha atenção. Referencias a autores e filósofos malditos estão por toda parte, a fantasmagoria gótica e o surrealismo também. Peguemos por exemplo a maior referencia intelectual da banda, o surrealista francês Georges Bataille, figura emblemática no niilismo pós moderno, Bataille procurou na afirmação do individuo uma salvação para a prisão dos tempos modernos. E sua busca o conduziu pelos meandros obscuros da psicanalise e da literatura maldita. Pelas obras deste pensador, principalmente o seu celebre "A Literatura e o Mal" diversas influencias literárias de nomes como Emily Brontë, Baudelaire, Jules Michelet, William Blake, Sade, Proust, Kafka e Jean Genet se fazem presentes na banda. A literatura para Bataille "É comunicação, impõe uma lealdade, uma moral rigorosa.


Nada traduz melhor a banda do que esta rígida disciplina somada a necessidade de expressar uma mensagem até então escondida. Outras influencias da banda incluem o exegese bíblico, visto que são abundantes as passagens da tradução latina de São Jeronimo a celebre Vulgata encontradas nas músicas. Acenos gnósticos estão presentes no seu EP de nome "Kenose", cujo significado em grego antigo remete ao "esvaziamento divino" e foi uma doutrina do cristianismo primitivo apoiada por muitos autores gnósticos que predicava que uma vez que Jesus Cristo viveu entre os homens ele se 'esvaziou de sua energia divina' para lograr tal existência. Para alguns o exemplo do esvaziamento de Cristo se manifesta ao tirar de nossos corações tudo aquilo que nos prende ao mundo material (kenosis)". Por incrível que possa ser afirmar isso ao apoiar essas teorias o Deathspell Omega auto-proclamado satanista fica muito próximo do gnosticismo dos primeiros cristãos da era apostólica que viviam a kenose de auto-esvaziamento pois entendiam que a principal verdade por trás deste conceito é a ideia de abandonar um estilo de vida egocêntrico para adotar um estilo de vida altruísta. É fato então que sem o cristianismo o Deathspell Omega não iria se sustentar filosoficamente e esse deve ser o maior dilema do mundo para os satanistas porque por rebuscados que sejam seus argumentos e vigorosas aparentem ser as suas motivações eles nunca conseguem ir alem de uma simples inversão sem nunca criar ou mesmo destruir como faz o ateísmo restando apenas a possibilidade de reverter um odiado mas necessário inimigo.
Na sua estupenda trilogia que contem os álbuns "Si Monumentum Requires, Circumspice", "Fas-ite Maledecti In Ignem Aeternum" e "Paracletus" a banda explorou esse tema da metafisica do dualismo com vigor: Cada lançamento da trilogia representou um ente primordial, respectivamente: Deus, Satan e o ser humano dividido eternamente entre esses dois. Para a banda Deus é um ser em permanente exílio desde o momento da criação do universo, pois para faze-lo se desprendeu de grande parte de seu poder original, sendo um ser não onipotente como acreditam os crentes tradicionais, mas que apenas pode influenciar até certo ponto os acontecimentos, não podendo nem evita-los, nem modifica-los. Satan é a contraparte que age diretamente no mundo dos homens, uma vez que Deus permanece no exílio da sua infinita mente prostrada entre o espaço e tempo, Satan o 'outro deus', o das coisas possíveis age neste mundo pois invariavelmente, uma vez que o ser humano tende sempre ao mal, e Deus já não tem mais o poder para intervir nisso, é consequência direta que o mundo se torne cada vez mais degradado. Cabe ao ser humano como ponto de equilíbrio entre essas duas forças primordiais decidir o seu caminho: Almejar a santidade junto a Deus e resgata-lo do seu exílio ou o reino das possibilidades da vida terrena ao lado de Satan. Todavia a Trilogia encerra com o tétrico alerta a uma terceira possibilidade que ocasionalmente surge entre esses dois caminhos: O materialismo e a descrença. Nesses casos satanistas e cristãos convergem drasticamente pois o que é dito de maneira poética e trágica nos últimos versos da faixa de encerramento de Paracletus poderia ser dito por qualquer católico que se preze acerca da descrença absoluta:

"Vós procurastes a potencia, clamou por justiça, esplendor, vós procurastes por amor! Todavia eis sua falha, eis o poço, eis o seu poço, cujo nome... É silêncio."

E assim tudo se encerra. Toda a filosofia da banda pode ser resumida em um gritante manifesto contra a mediocridade da era moderna e este é evidentemente um mal estar compartilhado também por muitos cristãos que não se renderam a Pós-Modernidade. Por isso coloquei a famosa sátira de Lautreamont como epigrafe neste artigo, não sabemos o quanto de humor negro existe na banda mas uma coisa é bastante clara: Todo e qualquer insatisfeito com o mundo tem mais a ver com outros insatisfeitos do que com seres resignados, "eu sozinho contra a humanidade" é um grito de revolta para legiões e não um mero grito individual. Pode parecer que a parte musical neste artigo ficou suprimida mas foi necessário ainda que se trate de uma das bandas mais musicalmente formidáveis da atualidade e seja altamente recomendável. É irônica a conclusão que tiro de tudo isso mas não é exagero dizer que quando Satan se vê refletido em um espelho ele só consegue ver a imagem de Deus fato o qual comprovei empiricamente justamente quando ouvir Deathspell Omega.








terça-feira, 9 de julho de 2013

Rusted Shut; ou a barata que se recusa a morrer






This is not music made by nice guys slumming it, by punk rockers getting their hands dirty, no, this is the sound of old guys pissed and insane, hell bent on punishing the rest of the world, a furious plod and pound fueled by hate, and misery, and drugs. Lots and lots and LOTS of drugs.

(Resenha do album Dead no site da loja de discos Aquarius Records)

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Os texanos do Rusted Shut decerto não foram a primeira banda a elevar a insuportabilidade latente desde os primórdios do rock’n’roll a seu state of the art; não hesito em afirmar, todavia, que estão entre os que a tal mister imprimiram maior radicalismo.

Imaginem um Flipper ainda mais débil mental, niilista e furioso, desacelerando ao máximo sua música em compasso de mórbido pesadelo slowcore, soterrando-a sob toneladas de microfonia num charco de areia movediça formado por mastodônticos drones de baixo, e assim forjando uma espécie de noise rock especialmente brutal, inclemente e hipnótico, amalgamado com fartas doses de demência psych  e peso catatônico stoner / doom. Em suma: é punk rock registrado por um gravador avariado com pilhas velhas às margens de uma represa contaminada, and them some.

Não obstante, uma porção significativa de sua insuportabilidade advém do caráter intratável de seus integrantes, que cultuavam um ethos existencial pejado de niilismo autodestrutivo numa relação simbiótica com o fascínio / repulsa da audiência. Rusted Shut joga com extremos, com o irresistível impulso de 'desarrumar o arrumado', 'deixar o vagão correr solto', sempre encontrando mórbido prazer em violar todos os parâmetros do bom senso estético, alojando-se com misantrópica disposição numa dimensão paralela violenta e inóspita, esfera de extravagante alienação voluntária e desorientação militante, encarnando destarte a 'grande recusa', para lançar mão aqui de um termo de Marcuse.




Certa vez ao descrever sua banda, o vocalista e guitarrista Don Walsh disse o seguinte: "Você esta dormindo à noite quando então sente algo passar pela sua boca e acorda com aquele gosto amargo, acende as luzes e não vê nada, mas sabe que algo esteve lá. Basicamente é isso: Rusted Shut é aquela barata que se recusa a morrer.”

A definição não poderia ser mais exata. Rusted Shut não é uma banda, é o signo trágico, brutal e eloquente da dissolução espiritual de toda uma Cultura; é a morte do Ocidente; não é o fim do Começo, mas o começo do Fim; é um tambor de lixo fermentando semana após semana, até que nada mais sobre a não ser um obsceno conúbio entre bigatos e ratazanas, fervilhando infrenes nos fundos da padaria em que você compra diariamente seu pãozinho francês; ou apenas uma súcia de delinqüentes, degenerados, psicóticos que se odeiam entre si, e só se congregam para odiar o resto do universo; o que é, ou pelo menos deveria ser, a matéria de que é feito o rock’n’roll, saliente-se. 




Consta que Walsh lutou como soldado na guerra do Vietnã; após voltar do front de batalha, consegue um emprego de operador de plataforma numa empresa de petróleo no Texas; anos mais tarde (1986), se une ao baixista Richee Waste e ao baterista Domokos Benczedi para formar o Rusted Shut; uma década depois, o primeiro registro discográfico (Rusted Shut / Fleece Records); posteriormente dois lp’s (Rehab -2004 / Dead - 2009), além d’uns 3 ou 4 ep’s e cassetes; há uns 5 anos atrás, em virtude de desentendimentos internos, Waste deixa a banda e é substituído por Sybil Chance, mulher de Don Walsh; algumas fontes afirmam que a moça é tão ou mais violenta e intratável que o próprio Walsh; o casal se separa após inomináveis barracos, e um tal de Kyle Phillips entra na bodega para assumir o baixo. É isso, basicamente.

Enfim... O negócio aqui é não é música sofisticada, pejada de alusões ‘inteligentes’ ou referências cult; nem tampouco composições de vanguarda , fusões arrojadas ou Caetano Veloso (muito embora seja realmente FODA, não mera afetação pseudo-rocker ‘para inglês ver’): trata-se, pura e simplesmente, de truculência sonora de primeira ordem, indispensável para os maníacos, assassinos seriais, sociopatas e congêneres.




De resto, Rusted Shut realmente esta um passo ALÉM, sempre. Não existe limite. E se o Bem é infinito e eterno, também o Mal não poderia deixar de sê-lo, conforme nossos amigos tão enfaticamente demonstram. 

Excelsa formação, que Deus abençoe esses tribunos do HORROR. 

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Por fim, os vídeos que criei em homenagem à banda: 











Alfredo RR de Sousa



Les Rallizes Denudes: Ou Uma Eternidade Terrivel


Banda: Les Rallizes Denudes
Origem: Kyoto, Japão
Período em Atividade: Acredita-se em algo em torno de 1967/1968 até 1994.
Gênero: Noise Rock

Integrantes:

Takashi Mizutani: Vocais, Guitarra
Takeshi Nakamura: Guitarra
Shoda Hiroshi: Baixo
Toshiro Mimaki: Bateria



Na ativa desde (acredita-se) meados de 1967, até sumir de uma vez por todas em algum ponto obscuro da década de 80 e revivendo quase 15 anos depois em 1994, totalizando durante este tempo todo não muito mais do que 20 músicas feitas e incontáveis versões diferentes dessas faixas e jamais permitindo que os álbuns fossem lançados em caráter oficial, estou convencido que a banda do lendário Mizutani é uma das formações mais fascinantes da história do rock. As músicas são na sua maioria jams gravadas em péssimas condições não raro com cortes arbitrários, ma captação de audio, microfonias voluntários ou não (sabes-e que Mizutani adorava derreter as músicas na sua mixagem final protagonizando assim o único caso de DES-Masterização que tenho noticia) e dessa forma a banda apresenta o mais elevado grau de fidelidade a tudo que prezo no Rock: O niilismo, a garagem hermética e o descompromisso total e absoluto.


Segundo reza uma das lendas mais famosas envolvendo LRD era que a banda alem de tudo era formada por criminosos psicopatas. Conta-se a história que na década de 60, Mizutani era apenas um aluno da universidade de Kyoto com duas obsessões: Nieszstche e poesia marginal francesa e é de um encontro com os demais integrantes nessa época que surge a banda. Ainda com base no que foi dito pelos teólogos freaks em Rallizes (lembre-se, tudo com eles é mera suposição), a coisa teria engrossado quando anos depois alguns integrantes alinhados com a ideologia do exercito vermelho japones teriam participado do um sequestro de um avião que foi desviado do seu destino original Tokyo para ir em direção a Coreia do Norte. Mizutani não participou do referido ato mas ao oferecer guarita para os seus confrades a banda inteira caiu na clandestinidade e assim se manteve por muito tempo. A banda em certo tempo assumiu uma postura inviolavelmente gótica e obscura, tendo o proprio Mizutani se tornado não muito mais do que uma 'sombra fora do tempo' sempre envolto por uma aura de intransponível glacialismo e pouco depois disso, desaparecem. Houve um revival do qual se tem parcos registros em 1994, onde a banda estava idêntica ao que era quase duas décadas antes. Alguns dizem que o Mizutani morreu, outros dizem que se mudou para a França, ninguem sabe ao certo. Disso surgiu um rumor, plenamente justificado e amplamente aceito e difundido entre os teologos freaks em Rallizes de que a banda ou pelo menos Mizutani em algum ponto de sua vida foi vampirizado e ronda até hoje por ai na forma d'um espectro vampirico. Os temas de suas músicas e o fato do cara até onde o vimos não ter envelhecido colaboram e muito com essa teoria a qual eu particularmente acho extremamente plausível.


É isso, acrescentem tambem que eles funcionam como uma sintese do rock ocidental podendo ser facilmente encontrados neles traços basilares de bandas como Pink Floyd, Can, NEU!, Faust e tambem Pos-Punk e Goticismo. Ou como foi dito por um amigo meu que deu a melhor definição possivel para a banda:

"Imaginai, pois, um Velvet Underground Marciano com transtorno de personalidade borderline, integrados por pinheads civiados em benzedrina e munidos de instrumentos de enésima categoria, tocando uma interminavel Sister Ray dentro de um pântano Radioativo, com o som saindo por uma vitrolinha mono defeituoso mas amplificada por 1000 Pa's, e tereis uma vaga ideia do que encontrareis pela frente."





VIDEOS:











Por: Gabriel Von Kreisler

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Lightning Bolt

Até onde vão as possibilidades sonoras de uma banda com apenas dois integrantes?
Antes de pensar em bandas como The White Strippers, gostaria de chamar atenção de um dueto de Providence, em Rhode sland, composta por apenas um baterista, Brian Chippendale, e um baixista, Brian Gibson.

A banda não é tão nova, e nem foi sempre um dueto. Ela foi oficialmente emm em 1994 e era um trio, contando com a presença do japonês Hisham Bharoocha, que realizou apenas uma música a Repopulation Program, e saiu da banda em 1996.
Os integrantes se conheceram na famosa Escola de Design de Rhode Island e iniciaram como uma banda de improvisação, que viajava os Estados Unidos apenas para tocar.

Durante esses anos de formação, Chippendale e seu colega calouro na faculdade, Matt Brinkman começaram a montar o Fort Thunder, um armazém abandonado no segundo andar de uma ex-fábrica têxtil da época da Guerra Civil no bairro de Olneyville, que nas mãos desses dois se transformou em um ponto de encontro para eventos de música underground. Lá foram as primeiras apresentações do Lighting Bolt.

Somente em 1997 a banda firmou um contrato com a Load Records,  um selo conhecido por produzir discos de bandas experimentais em Providence, e em 1999 lançaram seu primeiro disco, o Lightning Bolt.


Apesar de terem discos gravados com a Load Records e reconhecer que talvez sem a ajuda deles nunca conseguiriam se manter por muito tempo a banda nunca escondeu certa aversão por estúdios. Discos como Hypermagic Mountain, por exemplo, apenas metade das músicas foram gravadas em estúdio, o resto eles gravaram ao vivo.

É ao vivo que a banda se tornou conhecida, suas perfomances são no melhor estilo "guerrilla gigs", eles usualmente eles não tocam em cima de palcos, mas junto com a plateia ao redor.

O som da banda é alto e agressivo e eles citam como influência Phillip Glass, um compositor minimalista do século XX, e Sun Ra, um compositor de jazz, poeta e filósofo.
A força sonora da banda consiste no rufar frenético da bateria de Chippendale, no seu vocal incompreensível e nas levadas pesadas e ultra-distorcidas do baixo de Gibson.

Algumas inovações sonoras são interessantes de comentar, Chippendale evita microfones convencionais, ele utiliza um microfone encorpado em um receptor de telefone doméstico que é mantido na sua boca ou ligado ao seu capuz, onde é processado efeitos para alterar o tom da sua voz, o que explica sua voz abafada, dando a impressão que ele está cantando através de um telefone em uma linha distante.

Site oficial
http://laserbeast.com

Fotos:








domingo, 7 de outubro de 2012

Nisennenmondai



Nisennenmondai é um trio feminino de música experimental formado em Tokyo em 1999. O nome, Nisennenmondai, significa "bug do milênio", termo usado para se referir ao problema previsto ocorrer em todos os sistemas informatizados na passagem do ano 1999 para o ano 2000.

O som da banda é uma espécie de Noise Rock com influências de Kraut. O som é extremamente repetitivo e minimalista e, devo dizer, de forma alguma isso pode ser considerado um defeito.
Todo som da banda permeia constantes repetições de riffs e batidas que lembram música eletrônica.
O mais impressionante é que toda essa camada sonora não é feita por um computador, não são batidas repetidas pré-programadas, mas são tocados pelas próprias garotas, mostrando uma sintonia extremamente forte e uma precisão fora do comum.

Devo dizer que os shows são uma das coisas mais impressionantes que ja vi nos últimos anos, confira:


Formação da banda:
No baixo temos Yuri Zaikawa, na bateria Sayaka Himeno e na guitarra Masako Takada.

Para conhecer
http://www.nisennenmondai.com/
http://www.myspace.com/nisennenmondai